quarta-feira, 15 de junho de 2011

Teatro Carlos Gomes-Vitória

O Theatro Carlos Gomes, o mais antigo do Espírito Santo, abriu suas cortinas pela primeira vez em 1927. Localizado no Centro de Vitória, sua inauguração vinha preencher a lacuna deixada pelo Teatro Melpômene, demolido após um incêndio.

Projetado pelo arquiteto italiano André Carloni, sua arquitetura de estilo neorrenascentista foi inspirada no Teatro Alla Scala, de Milão. Administrado inicialmente pelo próprio André Carloni, a primeira peça encenada foi "Verde e Amarelo", de José do Patrocínio e Ruy Pavão, com a Companhia da Revista Tam-Tam.

Em 1929, foi arrendado por uma empresa particular, sendo utilizado apenas para exibição de filmes. As apresentações teatrais passam a ser esporádicas e somente na década de 50, voltaria a ser espaço de arte cênica. Entram em cena grandes companhias como as de Procópio Ferreira, Eva Tudor, Vicente Celestino e Flodoaldo Viana.

Em 1969, a apresentação da peça "Liberdade, Liberdade", com o ator Paulo Autran, marca o início do movimento pela restauração do teatro. As obras resgatam sua arquitetura original. É dessa época a instalação do lustre no centro do teto e a pintura da cúpula por Homero Massena, um dos pintores de maior renome no Estado.

Reinaugurado em 1970, o Theatro Carlos Gomes foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura - CEC em 1983, mantendo-se ativo na apresentação de peças e espetáculos de música e dança.

Com suas fachadas novamente restauradas em 2004, reafirma sua importância como monumento histórico e cultural capixaba. Aos 80 anos, no mesmo palco onde brilharam grandes nomes como Bibi Ferreira, Paulo Autran e Fernanda Montenegro, o Theatro Carlos Gomes continua valorizando e enriquecendo o cenário cultural do Espírito Santo. Um lugar para se celebrar a arte que merece ser aplaudido de pé.


 Reinaugurado em maio de 2009 teve nesta reabertura a presença de famoso pianista russo que brindou o público com magnífica apresentação.



 A restauração do Teatro evidenciou a existencia de belas obras de arte, bem como as obras de art-decô aplicadas.
                                                      O público prestigiou



A Caminho da Fé

Mochila arrumada ontem.
Ficou meio socada e acho que vou ter que fazer um rearranjo(ops). Rearranjo em termos, pois acabo de ver no Climatempo, que as temperaturas mínimas previstas para  o Caminho oscilam entre 6 e 12 ºC. Assim sendo, tenho que me precaver contra o frio e portar os agasalhos adequados. Explico: vou sábado dia 18 para Guarulhos e de lá para Estiva(MG) iniciando alí um trecho do Caminho da Fé, até Aparecida do Norte subindo e descendo a Mantiqueira, região que é tida e havida como das mais frias do Brasil.Mas não tem nada não, gosto do frio e de caminhar no frio. O que atrapalha de fato é a chuva, esta sim, um adversário difícil! Eu que o diga pelo que comprovei ano passado, em pleno inverno gaúcho quando fui de S. Borja a Santo Angelo, por intermináveis 325 km, enfrentando oito dias de frio intenso, vento e ela.. a chuva! Em determinados momentos ficava insuportável tanta chuva e frio ao mesmo tempo, mas consegui.
Então até a volta quando vou colocar aqui no blog as fotos e o relato deste Caminho da Fé.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Impressões sobre uma excursão ao Pico do Cristal

Como é praxe entre os andarilhos(andarilhos.org), foram tomadas todas as medidas cabíveis para mais uma jornada, desta vez em terras mineiras.
O alvo era o Pico do Cristal, (Veja aqui) acidente geográfico parte importante do maciço do Caparaó.
Tudo acertado as vans do Abmael passaram nos locais pré-determinados na hora combinada, e lá se foram os 17 andarilhos para desta vez no que seria o prenuncio de dois dias alegres e sadios.
Saímos ás 7.10 h para a BR 262 rumo a Manhumirim,(aqui) cidade mineira cerca de 240 km adiante. Manhã fresca e agradável, os 100 primeiros km foram vencidos sem problemas para a chegada em Venda Nova do Imigrante local da primeira parada para um reconfortante café da manhã.


De novo na estrada, a BR 262 apareceu cheia de caminhões-cegonhas transportando carros importados o que de certa forma atrasava a viagem pela morosidade das carretas nas subidas.
Mas esses obstáculos foram superados sem sustos e  logo depois de Pequiá, pegamos a estrada que dá acesso a Manhumirim para  a seguir, começarmos a avistar o maciço do Caparaó, sinal que já estávamos perto do destino final, fato que se deu lá pelas 12.30.






Quando adentramos a cidadela de Alto Caparaó, que possui interessante passagem pela história recente do Brasil quando abrigou uma dezena de guerrilheiros ali escondidos e que sonhavam em derrubar o governo militar no final dos anos 60 , tivemos a sensação de estar literalmente nas nuvens.  Veja no link abaixo.  
 http://www.militar.com.br/modules.php?name=Historia&file=display&jid=231

Fomos direto para a Pousada Querência sendo ali recebidos pela Solange e Rogério, o simpático e prestativo casal donos da pousada.

Foram feitas as  primeiras fotos dos participantes e dos jipes que nos levariam á Troqueira.



e distribuídos os aposentos, sendo os 4 “rapazes” destinados ao que se convencionou chamar o Cafofo do Osama, abrigo que consistia de 3 pares de beliches com um banheiro anexo, apto a receber os guerrilheiros.
A temperatura local estava agradável, frustrando alguns mais animados com o frio que ainda não tinha dado as caras de todo.
Logo após o check-in fomos para o restaurante situado mais abaixo na cidade para almoçar, pois a fome já estava danada. Ali nos servimos de uma refeição frugal e muito simples o que na verdade deixou alguns frustrados pela ausência de algumas iguarias tão desejadas e comentadas na viagem como as deliciosas costelinhas de porco.

Terminado o almoço voltamos á pousada para outras atividades, mas o que resolvemos foi dar um passeio á pé até a entrada do Parque,



donde se avistava os contrafortes do Caparaó cobertos de neblina.


Fomos devagar e despreocupados, apenas para apreciar o belo visual da Serra vista do ponto onde estávamos ou seja, na descida da entrada do parque.
E muitos aproveitaram os 3,5 km para fotografar o cenário e apreciar a beleza da flora local

 bem como de interessantes edificações como a Casa do Artesão



 e alguns chalés de bom gosto arquitetônico.


Findo o passeio e já escuro, voltamos á Pousada para o banho e ali mesmo resolvemos fazer um sarau, junto ao pequeno campo de crícket localizado ao lado dos aposentos.

Foi uma bela noite de poesias e conversas amenas, regadas com bons cabernets, o que favoreceu o sono dos andarilhos levemente embriagados pelos flavonoides dos tintos chilenos e argentinos. Acredito que os andarilhos presentes ao sarau ficaram sensibilizados pelo poema 'Carta aberta ao guri que fui", do excelente poeta gaúcho Vitor Menezes, bem como do incrível soneto proporcionado pela Denise que tratava de algo á respeito da digamos,febre do Cume!!
ao final sobraram ainda cinco exemplares das castas tempranillo, merlot,shiraz e o espanhol que me fugiu o nome e que ficaram para degustação no cume(ops!!) do Cristal.
Mal raiou o dia os despertadores foram acionados e alguns mais apressadinhos já estavam querendo sair ás 6 horas. Esperamos servir o café - num acanhado e confuso local-compensado por um pãozinho francês saído do forno, para enfim colocarmos as mochilas nas costas e nos três jipes disponíveis rumarmos para o Parque Nacional do Caparaó. Lá chegando, após as treadicionais  fotos,

 tivemos que fazer os pagamentos devidos de entrada no Parque e imediatamente-eram 7.10 h- e isso feito,rumamos para o terreirão, trajeto que nos tais jipes, provoca desvios na coluna de qualquer um devido aos inúmeros solavancos provocados pela estrada.
Uma vez no terreirão, foi feita a preleção,


 tomadas as fotos tradicionais, o aquecimento e começamos a subida.Coisa para quem é andarilho!
Subida nunca é agradável, mas foi vencida passo a passo, pedra a pedra pelos 17 andarilhos  mais o guia Rogério, o filho e o auxiliar Pedro.
O visual é sempre maravilhoso, com as cadeias de montanhas se destacando num céu azul e nuvens brancas. 


Algumas paradas foram feitas para descanso e hidratação, sempre acompanhadas das fotografias necessárias.


Às 09.15 chegamos á casa de Pedra, local onde se acampa para o ataque ao Pico da Bandeira. 



Ali descansamos e refizemos nossas energias. À nossa direita se destacava o Cristal, monte de apenas 2.790 m pouca coisa menos que o da Bandeira, mas de escalada muito mais difícil pelo que imaginávamos.

De fato essa escalada se revelaria cheia de dificuldades não só devido ao alto grau de inclinação como também ao difícil e muitas vezes intransponível matagal que se formara ao longo do caminho.


O experiente e calejado guia Rogério, com 16 anos de acompanhamento a  trilheiros e montanhistas, nos alertava que o trajeto seria longo e penoso. Estimou que ás três horas da tarde estaríamos no cume do Cristal. Com essa observação super importante eu fiquei preocupado.
Pois foi com essa idéia que ás 9.40 nos pusemo-nos á caminho, pegando uma trilha á direita  num forte descenso, rumo á base do Cristal.
Logo uns 250 metros abaixo uma cachoeira de nome impublicavel surgia ao lado e fez o riso de alguns. Descendo muito nos deparamos com um matagal de bambus
entrelaçados de tal maneira que tivemos que rastejar mesmo como cobras para transpor esse e outros quatro “túneis” de bambu. Especialistas nisso são os vietcongs!!As dificuldades estavam apenas começando.
Mais abaixo, uns 400 metros, passamos pela nascente do rio Caparaó de águas absolutamente cristalinas.





Não fazia frio, mas as nuvens e a neblina começavam a assustar quando se olhava para frente,para os lados e para trás.


Estaríamos cobertos por ela mais cedo ou mais tarde se não nos apressássemos.
Após transpor por duas vezes o rio, começamos a subida em direção á base do Cristal o que levou um bom tempo.
Num determinado momento já meio cansados e devido á altura do mato, nosso guia visivelmente perdido, não se deu por vencido,  pediu que parássemos para averiguação do local e descanso geral de todos e dele mesmo.
Nessa altura já  eram 11.20h. Ficamos ali parados e ficamos á espera de uma definição até que o Rogério disse que havia, junto com o filho “acertado o caminho”, ou seja quis dizer que achara a trilha original.
Caminhamos mais um pouco e novas dúvidas surgiram obrigando-nos a parar de novo.

Nova tentativa foi feita e nesse momento o guia pediu para descansar um pouco pois estava suando muito e vi que ele ficara “branco”, fato que ele admitiu depois  de estar com taquicardia.
Nesse momento pedi a palavra ao grupo e expus a  minha preocupação com o horário de retorno pois seriam mais 40 minutos até a base e mais 1h.45m até o cume( isso me foi dito pelo guia auxiliar Pedro).
Somados ao tempo de volta vi, que seria impossível voltarmos com claridade suficiente para um retorno seguro, ainda mais por termos  que atravessar os famigerados “túneis de bambu”.
Votação feita, 12 andarilhos optaram pela retorno, que se deu logo a seguir passando de novo pela nascente do rio, da mata e bambuzal entrelaçado onde tivemos que rastejar novamente feito cobra, e nova subida íngreme. Exaustos chegamos ao terreirão para merecido descanso pois esta  subida foi sinistra. Conversando reservadamente com Pedro ele me afirmou que a subida do Cristal era muito mais difícil que a do Pico da Bandeira e que, segundo sua opinião,nós não estaríamos de volta á Pousada antes das 8.30 ou 21h. Isso posto ficou claro a total inviabilidade de subir o Cristal e retornar no mesmo dia!!
Para não deixar de cumprir o combinado(em parte), abrimos três garrafas de vinho, acompanhadas de uns petiscos saborosos.

Foi uma excelente idéia, pois o frio ali na casa de pedra já estava incomodando muito e as mãos já estavam congelando, afinal a altitude alí  estamos a 2.200 metros.


Descemos rápido para o Terreirão e dali pegamos os jipes para nos levar de volta á pousada Querência. Foi mais um sacolejo nos jipes Willys.
Chegamos de tardinha e aproveitei os momentos restantes para fotografar nosso satélite que saiu abruptamente por detrás da Serra do Caparaó e acho que captureia-a num momento feliz, pois o cenário estava digno de um fechamento original.


Arrumamos as mochilas, despedimo-nos dos donos da pousada e tomamos o caminho de volta para Vitória, onde chegamos por volta de 22 horas num trajeto tranqüilo e sereno.

Impressões finais:

Não fora a impropriedade do guia Rogério em não ter sido claro e objetivo com o grupo em expor o problema das dificuldades naturais da trilha e ainda não ter se programado  para que o trajeto se tornasse seguro e tranquilo, e pelo fato de que a trilha para atingir o Pico do Cristal ser impraticável naquele horário, ainda que  tenha se  apresentado  pesadíssima e sem condições de subida segura e confiável, devo dizer que o cenário é encantador e que voltarei em outra ocasião para dormir no terreirão e subir ás primeiras horas da manhã.
Só assim se conquista o Pico do Cristal com segurança e prazer.




segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hoje Maria Inês e minha irmã Fátima  embarcaram com um grupo religioso para uma viagem turística á Terra Santa, começando por  Tel Aviv passando  pela Galileia, Judeia, Istambul e terminando em Londres
É uma peregrinação de carater religioso pois foi programada pelos Missionários tendo á frente Frei Cristóvão. Gostaria de ter ido mesmo porque  um dos meus desejos é conhecer Israel, um estado minúsculo cercado por inimigos por todos os lados mas que mantem-se soberanamente por cima, olhando os adversários de frente e estes o temem.Venceu três guerras e está sempre alerta. Agora que Bin laden foi eliminado sua segurança terá que ser reforçada.
Mas esse não é o pricipal motivo e sim a rteligiosidade queemana daquelas terras.Tyudo que se relaciona com o Velho Testamento provoca minha curiosidade. São escritos riquíssimos plenos de ensinamentos. Alguns deles são por demais pesados mas de modo geral conclamam a humanidade a temerem a Deus.
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