quinta-feira, 4 de março de 2010

A cerveja nossa de cada dia

Prezados,

Todos nós, melhor- a grande maioria das pessoas acredito, gosta de apreciar uma boa cerveja qualquer que seja o motivo, seja num boteco com os amigos, numa festa, na praia,enfim qualquer que seja o evento a cerveja nossa de cada dia lá está.

A notícia mais antiga que se tem da cerveja data de 2600 a 2350 AC. Desta época, arqueólogos encontraram menção no Hino a Ninkasi, a deusa da cerveja, de que os sumérios já produziam a bebida.Já na Babilônia, dá-se conta da existencia de vários tipos de cerveja, originadas de diversos tipos de combinações de plantas e aromas e o uso de diferentes tipos de mel.O código de Hamurabi, Rei da Babilônia,entre os anos de 1792 e 1750 AC,incluia várias leis de comercialização, fabricação e consumo de cerveja, relacionando direitos, leis e deveres dos clientes das tabernas.

Posteriormente no antigo Egito, a cerveja, segundo o escritor grego Ateneu de Naucratis(sec.III DC) teria sido inventada para ajudar a queles que não tinham como pagar o vinho. Inscrições em hieróglifo e obras artísticas testemunham sobre o gosto desse povo pelo henket ou zithum, apreciada por todas as camadas sociais. Até o faraó Ramsés III(1184-1153 AC) passou a ser conhecido como faraó-cervejeiro, após doar aos sacerdotes de Templo deAmon mais de 400 mil anforas de  cerveja oriundas de suas cervejarias.

A cerveja teve alguma importancia na vida dos primeiros romanos  mas, durante a primeira república romana o vinho destronou -a e se tornou a bebida alcoólica preferida passando a cerveja ser consumida pelos 'barbaros'.

Tipos de cerveja

Existem diferentes tipos de cerveja.Uma descrição detalhada desses tipos pode ser encontrada na página da Internet da Beer JudgeCertification Program( Programa de Licenciamento dos Avaliadores de Cerveja).

Lager

Lagers ( em especial as claras) são, provavelmene,o tipo de cerveja mais comunmente consumidas.Elas são originárias da Europa Central( mais provável Alemanha) tirando seu nome do vocábulo  germanico lagen (armazenar). De  baixa fermentação, são tradicionalmente armazenadas em baixa temperatura por semanas ou meses, clareando, amadurecendo por semanas ou meses e ainda ganhando maior quantidade de dióxido de carbono. 
Atualmente com o aperfeiçoamento do controle da fermentação, muitas cervejas de laggers usam períodos consideravelmente menores para armazenamento a frio( 1 a 3 semanas).
Embora existam muitos estilos de laggers, a maioria delas é de cor clara, com alto teor de gás carbônico,de sabor moderadamente amargo, e conteúdo alcoólico entre 3-6 % da amostra.
Os estilos de laggers incluem: Bock, Doppelbock, Eisbock, Muncher, Hellis,Duncken, Maibock, Drybeer, Marzen, Pilsener, etc.

Ale

São cervejas de fermentação alta,especialmente popukares na Grã Bretanha e Irlanda, incluindo as mild(meio amargas) e as bitter(amargas), as pale ale(ale calra), porter ( as peferidas por estivadores) e as stout( escuras e fortes). 

As cervejas de fermentaçao alta tendem a ser mais saborosas, incluindo uma variedade de sabores de cereais e ésteres produzidos durante a fermentação que lhe conferen um aroma frutado; são tambem de baixo teor de gás carbônico, fermentadas e servidas idealmen te numa temperatura mais elevada do que as laggers.

Diferenças de estilo de cervejas de fermentação alta são muito maiores do que as encontradas entre cervejas de baixa fermentação e muiitas cervejas são difíceis de categorizar. A cerveja comun na  Califórnia, por exemplo, é produzida usando-se fermento para laggers,em temperaturas para ales. As cervejas á base de trigo são produzidas usando fermento para ales e então armazenadas, ás vezes, usando fermento para laggers.
A belga Lambic, é produzida com fermento selvagens e bactérias,nativos da região do vale do Rio Zenne,perto de Bruchelas. Ale verdadeira é um termo utilizado para cervejas produzidas em métodos tradicionais e sem pasteurização.

Porter
Cerveja do tipo ale, produzida originalmente na Inglaterra, a porter é produzida á partir de um processo de fermentação alta, assim chamada porque ocorre a uma temperatura elevada,entre 15 e 20 ºC, fato que leva as leveduras a subirem á superfície, resultando numa ceveja forte e encorpada.

Pilsen

Cerveja tipo lagger, amarga,de coloração dourada e bastante transparente.É o tipo de cerveja de maior  consumdo no mundo, pertencendo a esse gênero a Heineken, Carlsberg, Brahma,Budwiser, Quilmes,( ou seja as mais consumias no mundo). O nome Pilsen deriva da cidade Pilzen, cidade da R. Tcheca, onde esse tipo foi originalme nte produzida.
Cerveja sem alcool.
Durante o processo de fabricação de cerveja,é possível interferir na produção durante a fermentação em que, alterando o tempo, a temperatura e a pressão, é possível produzir tadicional e naturalmente, a cerveja sem alcool.Atualmente é tambem utilizado outro processo em que, através de microfiltragem,é possível retirar o alcool a cerveja.

A cerveja é uma boa companhia, mesmo para quem está sozinho com pensamentos viajando aleatoriamente.No Brasil segundo pesquisa o consumo é de 49 litros por ano por pessoa.
Um jornal alemão publicou que nós os pentacampeões mundiais de futebol, estamos apenas no 16º lugar num ranking onde 32 países disputarm a medalha de ouro.
A\República Tchaca está no topo, com 161 litros por pessoa/ano, seguida da anfitiã Alemanha com 116 litros, Inglaterra 101e Austrália 95 litros.

Com relaçao a esse tema fiz uma pesquisa e a seguir passo o comentário sobre um importante item no ato de degustar uma cerveja: O copo.

Cada cerveja merece seu copo, pode-se assim resumir . Combinar o tipo de cerveja com o copo não é uma mera questão de etiqueta, ao contrário é uma questão de bom serviço. O gosto, a estabilidade da espuma e o frescor da cerveja, dependem decisivamente da escolha do copo adequado.
Nos butecos que costumo frequentar não existe uma preocupação quanto a isso, somente alguns bares mais sofisticados oferecem um vasilhame diferente, mais ou menos qualificado.
Obviamnente nós consumidores esperamos que as características especiais das cervejas( brilho, aroma, paladar, cor, espuma) permaneçam inalterados enquanto sorvemos nossa bebida favorita.

O uso de copo inadequado interfere na qualidade da cerveja pois ela possui uma qualidade que a diferencia das demais: é carbonatada, ou seja, deve ser servida a baixas temperatura a média varia entre 4 e 12º Celsius e sempre com uma coroa de espuma.

Há uma regra básica: quanto mais encorpada for a cerveja maior deve ser a espessura da parede do copo e, quanto mais lúpulo tiver mais alto e fino( menor diâmetro) deve ser o copo.
Existem város tipos de copo para uma cerveja especial. O material mais indicado é o vidro por ser neurto e permitir uma boa visualização de suas características. Suas paredes devem ser lisas para facilitar a limpeza e a boca não deve ser nem muito grande a ponto de permitir a  perda excessiva de gás carbônico e nem pequena demais que ataraplhe a percepçãp do "buquê".
Uma vez servida, alem de aquecer rapidamente,a cerveja é muito sensível aos odores do meio ambiente.

No comercio podemos encontrar copos simples sem a logomarca das cervejas. As importadoras oferecem uma grande variedade de copos com quase todas logomarcas presentes no mercado mundial.

É possível encontrar copos para cervejas de trigo, do tipo stout ou mesmo peças mais raras como a Berliber Weisse, bebida de fermantação lática, produzida apenas em Berlim.

A limpeza dos copos é super importante e nunca deve ser feita ao mesmo  tempo que pratos e louças e detalhe-enxaguar bem para não ficar gosto ou cheiro de nada.
Apreciem com vontade!!


segunda-feira, 1 de março de 2010

Quaresma

Não sei dos outros mas eu sou católico, apostólico romano. Coisa mesmo da minha formação cultural, influenciada pela minha mãe, meu pai  e sobretudo pela avó materna. Quando pequeno, lá pelos 6 ou 8 anos acompanhava minha avó nas missas ,celebradas em latim, no ritual do Vaticano - onde o celebrante ficava de costas para os fiéis -  na pequena igreja do Bom Jesus de Matosinhos, de São João del Rei. Naquela época minha avó cantava de cor o "Tantum Ergo"- uma espécie de veneração ao Santíssimo Sacramento.
Estudei em colégio dos frades franciscanos em S João del Rei e Belo Horizonte , tendo então uma boa base de formação ,segundo os preceitos  religiosos da época.Hoje não existe mais nada disso!!Só drogas e putaria que a criançada aprende na escola e na tv.
Mas o motivo dessa prosa é tentar ver o porque da cor roxa nessa ocasião, uma situação que desde aquela época me deixava com medo ao ver as imagens, nas procissões, cobertas de panos roxos. O andor de N S das Dores era muito alto e durante o trajeto, o "cambalear" da imagem irradiava um certo medo nas crianças. Parecia que a imagem era viva, com aquele olhar penetrante e duro.Afinal o que era mesmo a Quaresma para a gente?
Sabia que meu pai fazia jejum e nas sextas feiras ele passava a pão e vinho. Aprendi com ele e até hoje me abstenho de comer carne ás sextas feiras.
Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário.
A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
Se alguem quiser conhecer de perto toda a liturgia religiosa da Semana Santa deve ir á São João del Rei nessa época e se surpreender com a liturgia católica lá celebrada, inclusive com missas celebradas em Latim, numa demosnstração de fé que se comemora há mais de 300 anos. Os hinos são cantados em latim e executados pela orquestra Ribeiro Bastos, fundada igualmente há mais de 250 anos.
Nas fotos abaixo a Igreja de S Francisco e parte  da Orquestra Riabeiro Bastos, na Igreja do Carmo por ocasião da festa de N S do Carmo.

O Trocanter

Eu tinha planejado algumas caminhadas agora para março mas apareceu um ligeiro entrave. Fora o calor absurdo que se abateu sobre meio mundo, com reflexos nefastos para metade da população-não só no Brasil houve mudança climática-vejam que na Europa, Estados Unidos com as nevascas,ciclones na Ásia, chuvas torrenciais na ilha da Madeira e por último os fortes terremotos no Chile-me apareceu uma lesão na "bursa trocanteriana". Explico melhor esse palavrão: o femur se insere na bacia atarvés da fossa acetabular e alí existe uma "bursa"que, pelo uso repetitivo é passível de se inflamar.
Foi o que se passou na minha perna esquerda. Então estou fazendo fisioterapia para recuperar a condição física e assim estar inteiro para enfrentar o Caminho dos Diamantes e em julho o Caminho das Missões.
Esse problema apareceu no começo de fevereiro quando participei, junto com os Adarilhos Capixabas, de uma caminhada pela região montanhosa de Santa Leopoldina, aqui no Espírito Santo.
O local é belíssimo, com um visual de tirar o fôlego, onde se descortinam paisagens bucólicas, vales verdejantes e acima de tudo cachoeiras incríveis.Conforme pode ser deduzido pelas fotos, o trajeto, de aproximadamente 22 km, apresenta subidas e descidas muito fortes e a princípio, estava tudo ok. No começo há um forte clive de uns três km logo seguido por um plano aliviante que, imediatamente é seguido por mais subidas. Mais á frente existe a subida final - a do Cemitério, logo após a "corrutela' de Luxemburgo(foto)onde está localizado o Casarão Rosa, de propriedade do Sr Endringer, construódo nos 1850 pelo avô dele.Após a subida do Cemitério, rumamos para a Cachoeira das Andorinhas, num percurso descendente que foi um alívio. Na cachoeira fizemos uma pausa para banhos refrescantes e cervejas geladas. Após uns 40 minutos saímos para os 3 km finais. Nesse momento apareceu uma dor no trocanter e daí até o final, foi um sacrifício devido ador que se irradiava até o joelho.

 Apos consulta médica, radiografias, etc, antiinflamatórios,comecei a fisioterapia, na certeza de que será uma dificuldade passageira.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Preparando o corpo para novas aventuras.

Desde dezembro não posto nada no meu blog, afinal estava ensaiando outros assuntos, misturei trabalho com lazer, fiquei pesquisando muita coisa na net mas a minha fissura mesmo é pelo caminho dos Diamantes.Estou fascinado pela Estrada Real e está resolvido que vou percorrê-lo à pé...só falta definir a data.
O percurso despertou o interesse do amigo Mário, lá de São paulo, integraante do Grupo da Melhor Qualidade(GMQ)e o que estava previsto para ser percorrido março ficou adiado devido a fatores extraordinários. Primeiramente evidencia-se a ausencia de apoio o que por sí só necessita bom planejamento Em segundo lugar a ausencia de hospedagens em alguns pouco lugares faz com que o estudo e a logística sejam mais bem avaliados. Anotei o nome das pousadas, telefones e fiz contatos com algumas , mas uns quatro endereços eletrônicos voltaram.Mas o fator preponderante para adiar o projeto foi o a constatação de que as altas temperaturas na região poderiam prejudicar o bom andamento( sem trocadilho) da aventura.Um conhecido lá da região me aconselhou a ir de maio em diante.
Pesquisei o roteiro da ER,tracei o caminho que vai de Diamantina a Ouro Preto num total de 350 km,marquei as pousadas em cada vilarejo e assim estou aguardando uma época mais fria.
Passado o Carnaval minha febre por caminhadas não acabou. Estive ensaiando uns roteiros alternativos pelo Caparaó em janeiro/fevereiro mas o calor absurdo me desanimou.Convidei o amigo Bigode de BH a acompanhar-me pelas bandas de Espera Feliz e Alto Caparaó mas ele não deu o retorno esperado.Propus uma caminhada de uns três dias pelo meio rural na esperança de encontarmos uns bons recantos para conversar com os interioranos, que têm uma simplicidade e hospitalidade formidáveis, tomarmos umas cachaças autenticas, e ainda de quebra ver se descobríamos um fusca ou mesmo uma Rural Willys para cmprar.
Em função mesmo do calor anormal desistí. Participei de um trecho pelo litoral capixaba, percurso muito bonito que vai de Bicanga á Nova Almeida. Estava um dia quentíssimo e a ocasião favorecia bons banhos de mar.Saímos de Vitória ás 6,00 devidamente instalados nas vans do Abimael e ogo chegamos a Bicanga, onde reví alguns amigo(a)s sumidos.Após um rápido aquecimento botamos o pé na areia de simos qual uma turma de gurís e gurias alegres e felizes.
As praias estavam lotadas de turistas e durante o percurso muitos banhistas ficaram olhando aquele bando de loucos, sob um sol nada favorável,calçando botas, bermudas, mochila nas costas, chapéus dos mais variados modelos, uns portando cajados outros apenas de frágeis tenis ou papetes, a desfilarem sorridentes pelas areias escaldantes das praias capixabas. Mas foi um dia muito alegre e nada cansativo para quem está acostumado.Cercado por bons amigos, o papo foi alegre e descontraído.Chegamos a Nova Almeida por volta das 13 horas e fomos diretos para o Ninho d Roxinha onde nos esperava um bom chuveiro, uma piscina de águas mornas( lembrem-se que o sol estava de lascar)e ahahaha!!! umas cervejas bem geladinhas.Após umas duas ou três rodadas de cerveja e mais uma ou outra cachaça nos servimos de um bom almoço e voltamos para Vitória.
No próximo post contarei sobre minha jornada em Luxembrugo.