
O Frade e a Freira são formações rochosas de granito,com altitude de 683 metros,localizadas no município capixaba de Itapemirim que tem como limítrofes os municípios de Cachoeiro de Itapemirim,Rio Novo do Sul e Vargem Alta.
A formação rochosa pode ser vista à partir da rodovia BR 101-Sul logo após passar o trevo de Rio Novo do Sul, no sentido Rio de Janeiro. O seu formato lembra as imagens de um frade e de uma freira, esta num plano mais baixo , parecendo ajoelhada como estivesse se confesando com o frade.
Diz uma lenda que um frade e uma freira se apaixonaram e como suas vidas estavam dedicadas a servir à Deus, não puderam se render a este amor. Como forma de permanecerem unidos, os dois foram transformados em montanha ,de tão grande era o amor e ficam admirando um ao outro eternamente.
Quando o Brasil engatinhava na sua tragetória, chegaram aqui os semeadores da fé, pois a história nos conta que há mais de 400 anos os frades andavam pela região sul do estado em busca de ouro e de almas, o que acabou dando credibilidade à lenda . Com o passar dos anos, esse amor foi registrada nos versos do poeta Benjamim Silva (1886 - 1954 ) com o soneto "O Frade e a Freira":
Na atitude piedosa de quem reza,
e como que num hábito embuçado,
pôs, naquele recanto,
a natureza a figura de um frade recurvado.
E sob um negro manto de tristeza
vê-se uma freira , tímida ao seu lado,
que vive ali rezando, com certeza,
uma oração de amor e de pecado.
Diz a lenda - uma lenda que espalharam -
que aqui, dentre os antigos habitantes,
houve um frade e uma freira que se amaram
Mas que Deus perdoou lá do infinito,
E eternizou o amor dos dois amantes
Nessas duas montanhas de granito.
Neste cenário os andarilhos tendo saído de Vitória ás 6.00h e após 2 horas na BR 101, rumo sul, chegaram ao local denominado Chalés do Frade, bucólico sitio onde despontam chalezinhos coloridos. Uma piscina de aguas azuis convidava para um mergulho pois o sol estava convidativo.


O verde dos gramados pôde ser ainda apreciado apesar da prolongada estiagem.Logo acima ergue-se, imponente, a formação do frade e a freira.

Logo de saída encaramos uma subida que ninguem conseguiu apreciar tal a sua amplitude. Com bastante esforço, mesmo os mais experientes andarilhos sentiram dificuldades, avançaram morro acima,tropeçando aqui e alí, nos ramos e galhos espalhados pelo pasto.

Ouví muitos amigo(a)s maldizerem quem qualificou aquela etapa de "grau médio"...dizendo: "Ah se eu pego esse mentiroso"!!. Bovinos de raça mestiça corriam á aproximação daquele bando de loucos, se perguntando o que humanos estariam fazendo aquela hora do dia com sol quente, subindo aquele morro íngreme.
Vencida a etapa de subida, começou outra tarefa árdua, pois descer é tão complicado (ou mais) que subir.Dependendo da situação articular do camarada descer pode complicar os joelhos de qualquer um.
A descida para contornar a pedra da Onça revelou-se tambem perigosa pois em certos trechos, era muito íngreme e somente com ajuda de cajados, calçados adequados e a providencial presença de cipós a coisa ficava mais fácil.

Presenciei vários tombos e muitos se cortaram ou se machucaram nos espinhos. Mas o pessoal foi vencendo as dificuldades e após o contorno da Onça, paramos para um mercecido descanso e para apreciar o belíssimo visual que se apresentava aos nossos olhos. Por 360 graus avista-se a imensidão das montanhas e ao longe para leste, o oceano Atlântico.
Agrupados alí naquele paraíso muitas fotos foram feitas e tambem aproveitamos para um papo animado e descontraído.

Prosseguimos a descida até atingir o ponto onde se começa a caminhar em direção ao cume do Frade e da Freira.E uma estradinha trilhada por rodas de automóveis, fácil de seguir e com quase nehuma aclividade. Pouco depois entra-se pela matinha á direita e numa trilha estreita e muito sombreada alcança-se o início da rocha propriamente dita.

Alguns já estavam aboletados e tiravam fotos e riam como crianças.
O local é realmente belíssimo, qualquer palavra será pouco para qualificar o visual que se desortina por todos lados.
Alguns se aventuraram mais acima do que o razoável e na verdade, com ajuda de cordas é possível atingir o ápice da cabeça do Frade.Uns "malucos" alíás estavam alí praticando rapel-descendo daquela altura incrível.
Ficamos um bom tempo alí apreciando a paisagem, conversando e fotografando, inclusive amaldiçoando os pichadores aborígenes que deixam suas marcas na pedra- até que alguem sugeriu que, uma vez tudo visto e fotografado fartamente, fossemos tomar cervejas qe tambem almoçar. Claro que foi ótima ideia. A descida foi rápida e tranquila. Chegamos e fomos rapidamente pegar as cervejas e alí iniciou-se um excelente momento de descontração e conversa-aliás muita conversa!!

Cervejas e muitas fotos de pessoas descontarídas e alegres foi a maneira saudável de passar algumas horas de bastante alegria.
O almoço, simples porem saboroso, foi apreciado pelos andarilhos.
Por volta das 15 horas começamos os preparativos para a volta. Mochilas e tralhas nas vans rumamos para Vitória, nos despedindo daquele cenário maravilhoso. O retorno foi tranquilo e de quebra ainda paramos em Iconha para mais umas cervejas e cafés.







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