Já não há mais risco de engano. Pelo rumo da coisa, o leite da bondade que jorrava das propagandas eleitorais azedou.
Na campanha, todos os túneis acabavam em luz. O futuro ia ser radioso.
O futuro ia ser resplandecente. O futuro ia ser feliz.
O futuro ia ter segurança, educação e saúde.
Agora, contados os votos, o futuro foi reduzido ao retorno de um passado em que havia a CPMF.
Já não se fazem futuros como antigamente.
Todos só falam na recriação do tributo. Os governadores amigos o querem de volta.
Alguns governadores adversários também o desejam.
Dilma Rousseff, a presidente eleita, diz que não tomará a iniciativa. Mas se os governadores almejam...
Súbito, José Sarney, o presidente do Senado, veio aos holofotes para informar que os congressistas igualmente podem querer.
"Eu ouvi a ministra Dilma Rousseff dizer que não vai mandar nenhum projeto fazendo retornar a CPMF...”
“...Agora, isso não impede que aqui, dentro das duas Casas do Congresso, apareça uma iniciativa parlamentar restaurando essa contribuição".
Assegura-se que a neo- CPMF, uma vez arrancada do bolso alheio, irá integralmente para a saúde.
No papel, a CPMF antiga tinha o mesmo destino. Porém, como dinheiro não tem carimbo, o grosso da coleta tomava outros rumos.
Nada como o passado recente para fazer o “contribuinte” brasileiro desacreditar do seu futuro. Ah, que saudade do horário eleitoral!
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