terça-feira, 30 de agosto de 2011

Raimundo Lopes

Passei alguns dias em Belo Horizonte para rever minha mãe e irmãos.É uma coisa que faço há 26 anos, desde que me mudei  para cá(Vitória).Parece que tenho mesmo um pé fincado lá,pois qualquer oportunidade ou pretexto vou rápido para a querida cidade. Lá conhecí Maria Inês e lá nasceram meus filhos.
Tudo lá está entranhado, desde a parentada, os amigos ,os colegas de faculdade, o time do Cruzeiro,os bares e butecos da cidade, o Mercado Central,a proximidade com as montanhas, as cidades históricas particularmente São João del Rei,enfim a verdadeira Minas Gerais.
Agora em companhia do meu primo Marcelo fui conhecer uma pessoa única e completmente diferenciada-Raimundo Lopes e sua moradia na Vila Del rei, em Nova Lima.
Possui uma história impressionante.
Sua casa, no referido condomínio, é fiel demonstração de fé e culto á Deus pois através da capela que construiu consegue manter avante sua Obra Missonária.
Raymundo Lopes nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 21 de abril de 1941, de uma família católica. Eram três irmãos: Fernando e Sérgio, já falecidos, sua mãe chamava-se Irene e seu pai Marino, também falecidos.
Cresceu num regime de muita austeridade. Frequentou a igreja do Rosário. Estudou no Ginásio Estadual Raul Soares, até a 4ª série ginasial. Começou a trabalhar no Rio de Janeiro e aí permaneceu até agosto de 1964, quando então foi para Belo Horizonte. Aqui trabalhou como vendedor, auxiliar de escritório e despachante aduaneiro, como administrador de comércio exterior. É casado com Geny Tereza das Neves, com que teve dois filhos: Frederico e Myriam.
Myriam morreu em maio de 2003, com 10 anos de idade. Mora atualmente no condomínio Vila Del Rey, na cidade satélite de Nova Lima, a dez minutos de Belo Horizonte.
Sempre teve a impressão de que algo sobrenatural o acompanhava. Certa vez estava no quarto de sua mãe, quando de um quadro de Santa Teresinha do Menino Jesus saiu uma pequena luz que dançava na escuridão, perto dele. Ela o envolveu e depois sumiu. Tinha, então, onze anos de idade.
Fato marcante em sua vida, dentre vários, foi sua primeira comunhão, marcada para o dia 16 de junho de 1949, quando estava em BH, na casa de suas tias Lourdes e Dolores, no bairro Carlos Prates. Na véspera, à tardinha, ansioso para chegar o dia tão esperado, foi à igreja.
Chegando, viu seus amigos (os três anjinhos) numa das portas laterais e disse a eles que Frei Antonelo, pároco, consentiria que eles também comungassem. Eles responderam que isso não estava nos planos do frei, mas que ele iria fazer isso naquela hora. Raymundo perguntou-lhes como. E nesse momento viu uma moça (Nossa Senhora) na porta da igreja. Ela o tomou pela mão e o conduziu para dentro. A igreja estava escura. Ela o fez sentar no banco da frente de um altar lateral e lhe disse: “Fique aqui quietinho; quando o padre lhe oferecer Jesus, aceite.”
Entrou um padre, muito parecido com o frei Antonelo, e começou a celebrar uma Missa. Na hora da comunhão ele se aproximou para lhe dar a Eucaristia. Raymundo fechou a boca e disse que não podia, que se fizesse aquilo estaria ofendendo a Jesus, e se falasse aos outros ficaria pior. A moça então lhe disse: “Não se preocupe, Jesus deseja lhe oferecer o presente de Sua presença nesta hora. Se lhe pedirem explicações, fale a verdade.” Ele respondeu: “Se eu falar a verdade, vai cair o mundo em cima de mim.” Ela replicou: “Deixe o mundo cair em cima de você. Não recuse o presente de Jesus!” Ele então comungou, correu para fora e foi brincar com seus amigos. Estava ainda na brincadeira, quando viu sua tia Lourdes chegar. Correu ao encontro dela e contou-lhe a incrível história. Pra quê?… Foi um transtorno.
Como nenhum indício foi encontrado, que pudesse evidenciar a presença daquele Sacerdote e aquela celebração Eucarística, prevaleceu a hipótese de que falava mentira. E isto lhe trouxe muito constrangimento. No dia seguinte, por castigo, teve que fazer a primeira comunhão, que na verdade foi a segunda, de terno preto. Na foto tirada naquele momento, vê-se por cima do terninho, misteriosamente, uma hóstia branca com reflexo de luz.
Verdadeiramente, Raymundo já estava sendo preparado pelo Céu, como disse Nossa Senhora em dois momentos: “Desde seu primeiro dia de vida, estou a lhe preparar para este momento...”; “Você foi preparado anos a fio, para que não viesse a decepcionar o Céu.”.

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